Fundação: 5 de julho de 1981
Endereço:
Uniforme: Camisa com listras verticais em azul e branco; calção e meias azuis
Campo:
O Parque Boa Esperança, em São Mateus, na Zona Leste de São Paulo, é um bairro pobre e carente em áreas de lazer. Conscientes disso, os esportistas e moradores da região: Amadeu Alves Sena, Gilberto Camilo, Amauri dos Santos, Paulo Roberto e Cláudio de Souza e Jonas Marques, resolveram fundar um clube de futebol.
Por serem todos corinthianos, quiseram batizar o time de Corinthians do Parque Boa Esperança, mas, já havia outros com o mesmo nome. “Optamos então, por homenagear o bairro e escolhemos as cores azul e branco”, diz Amadeu. Assim, em 05 de julho de 1981 nasceu a Associação Atlética Boa Esperança.
A falta de dinheiro é a principal barreira que enfrentam os times da várzea. O campo do Boa Esperança é uma área cedida pela Prefeitura, e sua sede fica no mesmo prédio onde mora o presidente do clube. “A gente luta com muita dificuldade para dar prosseguimento às atividades do Boa”, diz o presidente.
“Não temos patrocínio, o que atrapalha muito o desenvolvimento das nossas ideias. Nossa renda provém de torneios anuais e festivais que realizamos nos feriados”, afirma.
“Nosso principal projeto social é manter a escolinha de futebol para tirar as crianças das ruas. Temos, em média, 150 crianças que usufruem disso”, orgulha-se Amadeu.
“Os fundadores e o atual vice-presidente e técnico da equipe, o Betão, são o que posso chamar de família do Boa Esperança”, diz Amadeu. O presidente é o responsável por administrar o clube e angariar fundos para manter a entidade em funcionamento. Mas, o time de São Mateus conta com a ajuda de alguns abnegados que não poupam esforços para ver o seu sucesso. São eles: Professor Douglas, Roberto San Paulo (Beto Zamba) e alguns comerciantes locais.
“Destaco meu filho Betão, que desde criança acompanha o Boa e hoje trabalha com orgulho pelas suas conquistas. Ainda, a Dona Marlene e o Paulinho, torcedores símbolos e chefes de torcida”, homenageia Amadeu.
Alguns jogadores foram revelados pelo A. A Boa Esperança e hoje brilham no futebol profissional, como: Edílson, lateral esquerdo da A. A Portuguesa de Desportos; Sandro, atacante do E.C Suzano; Ramalho, meio campista do E.C Santo André e Adauto, que passou pelo Santo André, Atlético Paranaense e atualmente joga no futebol europeu.
Com gols de Pirralho e Jacaré, o Boa Esperança venceu o 100 Mizéria FS e sagrou-se bicampeão invicto da Copa Kaiser. Foi um duelo entre os melhores times amadores da Cidade e mais de 5000 mil pessoas foram ao Estádio do Nacional.
Braguinha marcou para o 100 Mizéria, um digno vice campeão da Cidade. O Boa Esperança, campeão invicto em 1996, também dirigido por Betão, repetiu a dose neste ano de 2.000: em 17 jogos, obteve nove vitórias e oito empates, atingindo a proeza de manter-se invicto na conquista desse inédito bicampeonato. O 100 Mizéria, também colecionou números expressivos. Além de Toca, o artilheiro da competição com 11 gols, o 100 Mizéria foi o time mais disciplinado de 2000, ganhando o cobiçado Troféu Fair Play Eduardo José Farah.
Em 1981, ano da sua fundação, conquistou a Copa Gavião, da Zona Leste. No ano seguinte, foi campeão do Torneio 1º de Maio Mascarenhas de Moraes. Em 1984, campeão da Copa Madalena.
Dois anos depois, em 1986, fica com o troféu de campeão da Copa São Paulo de Futebol Amador. E, em 1990, é o 1º lugar da Copa Guarany.. “Na década de oitenta, o Boa Esperança foi a sensação dos coordenadores de futebol da região, e foi muito solicitado para participar de eventos esportivos”, orgulha-se o presidente.
No entanto, foi na década de 90 que a equipe de São Mateus conquistou seus mais importantes títulos. Em 1995, foi campeão da Copa Canarinho. Em 1996, bi.
Nesse mesmo ano, alcança o estrelato na várzea paulistana, com a conquista da II Copa Kaiser Seme. O convite para o Boa nessa competição foi feito às vésperas de as inscrições serem encerradas. As referências para a equipe de São Mateus foram todas certeiras: o time era bom, tinha grande torcida, era bem organizado e, nos amistosos que fazia, não sabia o que era derrota. Pronto, debutou e levou o título.Sem perder de ninguém. Quem, no ano de 1996, atravessou o caminho do Boa Esperança, dançou.
Foi o primeiro campeão invicto da Copa Kaiser. Na grande final, em 30 de novembro, precisou suar para vencer o forte e disciplinado GE Michelle da Vila Sabrina e ficar com o título, conquistado na decisão por pênaltis.No tempo regulamentar o placar foi de 1 a 1.
E diante de milhares de torcedores que lotaram o Centro Olímpico , o capitão Dirceu, vice em 1995, pelo Confiança, ergueu a Taça. Time entra em campo disposto a garantir presença na final. Assim, o Boa Esperança entrou para a história do futebol amador de São Paulo. A cidade curvou-se ao seu futebol.
Local: Centro Olímpico
Data: 30 de novembro de 1996
Árbitro: Marcelo Luis da Silva
Auxiliares: Jocelino Aparecido da Silva e Marcelo Saltori
AA Boa Esperança de São Mateus
Mauro; Neno (Jajá), Dirceu, Bernardo e Oreia; Quinha, Jacaré, Robson e Cocada; Pirralho e Tiuipi. Técnico: Betão.
GE Michelle da Vila Sabrina
Vavá; Ivan, Emerson, Neguinho e Beto; Valtinho (Zé), Osni (Rubão), Pena e Dô; Paulinho e Edinho. Técnico: Professor.
Gols: Edinho (Michelle), aos 25 min.; Jacaré (B.Esperança) aos 33 min. Vitória da AA Boa Esperança na cobrança de penalidades máximas por 5×4.
Em 1998, mais uma final da Copa Kaiser. No jogo decisivo, o Boa Esperança teve pela frente o Cruz Credo da Vila Formosa. A equipe de São Mateus lutou bravamente pelo Bicampeonato. Não deu. Ainda assim, com garra, organização e uma grande torcida, é o primeiro no Ranking geral de todas as Copas. A derrota, por um a zero, veio num gol de pênalti, cometido por Albino a seis minutos do final do jogo.
Agora, no ano 2000, lá está ele, novamente, numa final da Kaiser. O time jogou a semifinal contra o Ajax da Vila Rica. Foi uma partida muito equilibrada, com vitória do Boa Esperança por 2 a 1, com gols de Carecae Albino, marcando Agnaldo para o Ajax.
Referências:
Site do SIMMM
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