Botafogo do Jaçanã

Escudo do Botafogo do Jaçanã

Escudo do Botafogo do Jaçanã

BOTAFOGO FUTEBOL E SAMBA DO JAÇANÃ

Fundação: 12 de outubro de 1990
Endereço : rua Areia do Rosário, nº 283
Uniforme: Camisa branca com listras pretas na vertical; calções e meias pretas
Campo :

História

Grandes amigos, um bar como cenário e muita cerveja para animar o papo. Foi assim, numa conversa informal, que Túlio, Américo, Jair “Cara de Cavalo”, Fogueira, Badaca e Amauri, eternos fanáticos por bola, resolveram montar um time de futebol, batizado de Botafogo da Vila Nilo.

“No começo foi difícil ganhar alguma coisa. O time participava de muitos festivais e amistosos, mas, nem sempre, conseguia bons resultados”, afirma Robson Araújo, ex-jogador e atual técnico da equipe. “Depois, as coisas começaram a melhorar e o
Primeira formação do Botafogo, 1990. Botafogo passou a
colecionar troféus. Lembro que nessa época os jogadores eram: Túlio, Jair, Badaca, Édson, Amauri, Benício, Vla, Carlinhos, Fogueira, Jarí, Calanga, Eron, Zé Gordinho, Zaza e Guarda-Roupa que, ao lado de Amauri, foi um dos atletas que mais marcou gols no time”.

Visando melhorar ainda mais o Botafogo, Dr.Américo, um dos fundadores, trouxe para o elenco, Miltinho, grande jogador da várzea paulistana. “A partir daí tudo mudou. E para melhor”, diz Araújo. “Miltinho tornou-se uma espécie de jogador e coordenador do time”.

Pouco tempo depois da sua chegada à equipe, a diretoria do clube o chamou para uma reunião, na qual entregou o time em suas mãos.”O Américo e o Túlio não abandonaram o time, apenas deram liberdade para que o Miltinho agisse da forma que achasse mais certa. Ele tinha carta branca para trazer os jogadores que quisesse”. Sua primeira providência como novo comandante foi rebatizar o time. Nascia, então, o Botafogo Futebol e Samba do Jaçanã.

O Clube

Campo e sede próprios. Situada na rua Areia do Rosário 283, no bairro do Jaçanã, funciona a lanchonete da família Santos, que reverte parte da sua renda para ajudar o time. O Botafogo F.S. tem o privilégio de gozar de uma situação mais cômoda que a maioria dos clubes varzeanos.

“Há um tempo atrás, tínhamos até um ônibus, que o Miltinho comprou para transportar os atletas e a torcida até o campo”, orgulha-se Robson Araújo.

Muitos craques já vestiram a camisa do Botafogo. Mendonça, que jogou no Santos F.C; Dema, também do alvinegro praiano; Sidney, que atuou no São Paulo F.C e Oberdam do São Caetano, são alguns deles que podem ser destacados.

“O clube presta uma sincera homenagem aos jogadores que abrilhantaram o nosso elenco, mas que, infelizmente, já faleceram. São eles: Ratinho, Zé Gordinho, Jeremias, Zelão (Baianão), Marcos (Boy),  Cabecinha (Badaca), Nenê (Paçoca), Helinho (Gordão), Biquinha e Jair (Patinha Carrapato). Gostaríamos de ressaltar, ainda, dois nomes: Gilmar (Maninho) e o grande goleiro, Mane”, lembra Araújo.

Personalidades

Miltinho: o alicerce do Botafogo

São 44 anos de dedicação e amor ao futebol. Capricorniano, nascido no décimo sexto dia do mês de janeiro, Newton José dos Santos, é figura ilustre no bairro do Jaçanã, Zona Norte da capital.

Newton, ou Miltinho, como é carinhosamente chamado pelos amigos, jogou em muitos times da várzea, mas foi defendendo a camisa alvinegra do S.C Corinthians Paulista, que conheceu o sucesso. Depois do Timão, onde ficou por nove anos, vieram o Sabesp, Sonicar, e outros tantos, até alcançar o maior objetivo: ter o seu próprio time de futebol.

“O Miltinho chegou no Botafogo, junto com o falecido Zelão, para reforçar o time. Só que ele faltava muito aos jogos, fazendo com que o técnico Daniel Calvi o deixasse no banco de reservas”, entrega Araújo. “Mas, a diretoria do clube conhecia o seu potencial e então lhe deu o time de presente”.

Newton é, desde então, o presidente do Botafogo F.S, que ele mesmo rebatizou assim que assumiu o novo cargo. Uma próspera fase se iniciava e com ela vieram muitos títulos e o brilho de excelentes jogadores que passaram pela equipe.

Em 1994, quando sofreu um acidente que o impossibilitava de andar, Miltinho não desanimou e contratou Daniel Português para tocar o barco. Recuperado do acidente, mas não podendo mais jogar, o presidente reassumiu com o seguinte objetivo: transformar o Botafogo num dos melhores times da várzea de São Paulo. E conseguiu. Com apenas dez anos, o alvinegro já registra importantes conquistas na sua história.

No Botafogo, o antigo ditado: “por trás de um grande homem sempre há uma grande mulher”, toma a forma de uma simpática morena. Seu nome? Aparecida de Fátima Antônio dos Santos, esposa de Miltinho há 21 anos. Dessa sólida união, vieram Jéferson, Gérson e Eloah, todos botafoguenses roxos.

É Fátima quem conta as histórias do clube. Quem se orgulha em revelar todos os detalhes da trajetória do marido. Quem comanda a torcida feminina do time. Quem segura as pontas quando a situação aperta.

Atualmente, ocupa o cargo de vice-presidente, mas, como gosta de lembrar: “assumi o Botafogo por dois anos, de 1997 a 1999, quando o Miltinho precisou, novamente, se afastar”. São nos olhos desta guerreira que brilha a estrela solitária do alvinegro de Jaçanã.

Conquistas

A partir de 1995, a maré de sorte chegou em Jaçanã. Neste ano, o time conquistou seu primeiro grande título: Campeão da Copa Geapi, um dos mais importantes campeonatos da várzea paulistana. A decisão aconteceu no campo do Geapi e o alvinegro derrotou o Lagoinha da Vila Maria por 2 a 1, com gols de Bahia e Jamil.

“Esta vitória tem um sabor especial, pois passamos um sufoco enorme antes da partida começar. O time tinha ido disputar um outro campeonato, lá na Vila Rica. Só que a partida atrasou e os jogadores não chegavam para a final contra o Lagoinha. Foi então que nós, da torcida feminina, cedemos nossas camisas aos atletas que estavam presentes para que eles pudessem iniciar o jogo até o time principal chegar. Se não fizéssemos isso, perderíamos por w.o”, explica Fátima.

“Mil novecentos e noventa e cinco foi um ano muito positivo para o Botafogo. Nosso time B realizou 54 partidas, tendo alcançado 30 vitórias, 15 empates e 9 derrotas. Já o time A jogou 66 partidas. Venceu 39, empatou 17 e perdeu 10”, orgulha-se Araújo.

No ano seguinte, a equipe sonhava com o bicampeonato, mas teve de se contentar com o 3º lugar da Copa Geapi, conquistado ao vencer o time da ADPM por 1 a 0, gol marcado por Val.

Ainda em 1996, o alvinegro faturou a Copa Civicultura, realizada no Horto Florestal. O time jogou a final contra o Dínamo de Santana.

Em 1997, levam para casa a taça de campeões da Copa Paulistano do Jardim Coimbra. Vale destacar ainda, um significativo 6º lugar na III Copa Kaiser.

Em 1999, o Botafogo iniciou sua temporada com dois troféus, conquistados no Festival do Estrela Vermelha da Vila Nivi. O time do Jaçanã venceu com seu time A e B. Neste ano, a equipe sagrou-se vice-campeã da V Copa da Cidade, sendo derrotada na final pelo Lausanne Paulista. O jogo, que terminou empatado em 1 a 1 no tempo normal, foi decidido nos pênaltis. Placar: Lausanne 3x1Botafogo.

Dois mil também foi um grande ano para o time, que faturou o 9º lugar na V Copa Kaiser, foi vice-campeão da Copa Geapi e Campeão da I Copa Levanta Guarulhos.

Em 2001 conquistou a Copa Agra de Guarulhos, vencendo o Avenida por 4 a 0.

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