Flor do Brás

Escudo do Flor do Brás

Escudo do Flor do Brás

CLUBE ATLÉTICO FLOR DO BRÁS

Fundação: 07 de setembro de 1928
Endereço : rua Silva Teles, esquina com a rua Bresser
Uniforme: Camisa listrada na vertical nas cores verde, branco e preto; calções pretos e meias verdes.
Campo :

História

No começo do século, mais precisamente, nos anos 20 e 30, São Paulo abriu suas portas aos imigrantes italianos. Milhares deles vieram para a capital à procura de trabalho nas fazendas de café ou atraídos pela necessidade de mão de obra na nascente indústria paulistana.

Este crescente processo imigratório proporcionou um enorme crescimento dos bairros operários, em especial o bairro do Brás, onde grande parte dos italianos se fixou.

Três, desses estrangeiros, destacam-se neste Memórias da Várzea, trata-se de: José de Carvalho, Malhado e Osvaldo Nunes. Irmãos, que numa conversa de botequim, fundaram em sete de setembro de 1928, na rua Silva Teles esquina com a rua Bresser, um clube de futebol, ao qual deram o nome de C.A Flor do Brás.

O Sr. José de Carvalho, foi o seu primeiro presidente e permaneceu no comando da equipe durante 50 anos. Nessa época tinham sede (casa do presidente) e campo de futebol. Porém, o terreno do campo foi desapropriado para a construção de uma biblioteca municipal.

Nos destaques, José de Carvalho, fundador e primeiro presidente do Flor e Antônio Veríssimo da Silva, presidente há 23 anos (foto: Arquivo/SIMMM)

Nos destaques, José de Carvalho, fundador e primeiro presidente do Flor e Antônio Veríssimo da Silva, presidente há mais de duas décadas (foto: Arquivo/SIMMM)

Quando o então presidente adoeceu e mais tarde veio a falecer, assumiu em seu lugar Antônio Veríssimo da Silva, o Caçula, que há 23 anos dirige o clube com organização, lealdade e acima de tudo amor. “Só estou dando continuidade ao trabalho do Zezinho, que até hoje é considerado o presidente de honra do Flor. Nosso maior orgulho é não ter parado, pois muitas agremiações que começaram na mesma época que nós já encerraram suas atividades”.

Sobre o princípio de tudo, Caçula conta: “Depois da sua morte, o clube ficou meio dividido, já que seus primeiros cinqüenta anos de vida ficaram com ele. Nós não temos acesso a esses documentos, o que é uma pena, pois acabamos desconhecendo fatos importantes de sua história” e acrescenta “estou tentando localizar uma sobrinha dele, pois me disseram que ela possui um acervo antigo com parte dessa biografia”.

Sabe-se, no entanto, que o nome Flor do Brás surgiu, pois no bairro havia uma fábrica de perfumes que utilizava flores em suas fragrâncias. Mas, por que deram a este clube as cores verde, preto e branco? “Essa é uma história engraçada. O que eu sei é que dois dos fundadores eram palmeirenses e um era corinthiano, assim, em comum acordo, uniram as cores desses times para batizar o C.A Flor do Brás”, explica Caçula.

“Um outro fato engraçado envolvendo nossas cores ocorreu no ano passado, quando fui a uma casa de esportes mandar fazer nosso fardamento. O rapaz da loja disse que eu não poderia fazer meu uniforme porque era igual ao do América de Minas. Mas eu o questionei: Por que eu não posso, se o Flor é mais antigo que o América? Se tiver alguém querendo copiar não somos nós, pois nosso clube é registrado na Secretaria Municipal de Esportes e na FPF nessas três cores”

O Clube

O C.A Flor do Brás é um time que, como muitos da várzea, passa por uma série de problemas financeiros. “Somos uma equipe prestes a celebrar 72 anos de atividades ininterruptas. Uma equipe tradicional que ainda luta para conseguir sede e campo próprios”, lamenta o presidente.

“Temos muitos planos para o clube, mas está difícil vê-los realizados. Gostaríamos, por exemplo, de disputar as categorias de base da Secretaria Municipal de Esportes, mas não temos espaço para treinar” conta Caçula e ainda “Hoje nós treinamos e temos o mando de jogo no campo do CDM Vigor e recentemente, fizemos um acordo com o Flamengo da Vila Maria para usar o campo deles em sábados alternados”.

Sua atual diretoria sonha com a construção de uma sede. Atualmente, como há 72 anos, as reuniões do clube são feitas na casa do presidente, e é lá também onde são guardados troféus, medalhas e fardamentos que contam a sua história. “Minha esposa, Izilda da Silva, tem muito carinho pelo Flor do Brás. Eu a considero presidente de honra do clube, pois está sempre nos apoiando. Faz modelos de fardamentos, lava e passa as camisas. Quando estava empregada, 20% da sua renda era destinada ao time”, se emociona Caçula.

“Nossos atletas também enfrentam dificuldades, por isso, na medida do possível, tentamos ajudá-los. Seja com uma cesta básica, com um passe de ônibus ou quitando uma conta de água e luz que esteja atrasada”.

O C.A Flor do Brás é um time que, como muitos da várzea, passa por uma série de problemas financeiros. “Somos uma equipe prestes a celebrar 72 anos de atividades ininterruptas. Uma equipe tradicional que ainda luta para conseguir sede e campo próprios”, lamenta o presidente.

“Temos muitos planos para o clube, mas está difícil vê-los realizados. Gostaríamos, por exemplo, de disputar as categorias de base da Secretaria Municipal de Esportes, mas não temos espaço para treinar” conta Caçula e ainda “Hoje nós treinamos e temos o mando de jogo no campo do CDM Vigor e recentemente, fizemos um acordo com o Flamengo da Vila Maria para usar o campo deles em sábados alternados”.

Sua atual diretoria sonha com a construção de uma sede. Atualmente, como há 72 anos, as reuniões do clube são feitas na casa do presidente, e é lá também onde são guardados troféus, medalhas e fardamentos que contam a sua história. “Minha esposa, Izilda da Silva, tem muito carinho pelo Flor do Brás. Eu a considero presidente de honra do clube, pois está sempre nos apoiando. Faz modelos de fardamentos, lava e passa as camisas. Quando estava empregada, 20% da sua renda era destinada ao time”, se emociona Caçula.

“Nossos atletas também enfrentam dificuldades, por isso, na medida do possível, tentamos ajudá-los. Seja com uma cesta básica, com um passe de ônibus ou quitando uma conta de água e luz que esteja atrasada”.

A maior reclamação porém, é por falta de um patrocínio “Várias pessoas já apareceram com a intenção de nos ajudar, mas quando você apresenta um projeto elas fogem”. Assim, sem apoio e ajuda, o Projeto Criança não sai da gaveta. “Gostaríamos muito de fazer um trabalho voltado para as crianças. Esse projeto prevê a construção de um centro de convivência infantil, com campo de futebol, área de recreação e escolinha de futebol.Pretendemos tirar as crianças das ruas e dar a elas condições para crescerem num mundo mais sadio”, sonha Caçula.

Personalidades

“Existem pessoas que estão até hoje trabalhando ao meu lado, é o caso de Euclides Zamperetti Fiori, ex-árbitro de futebol da FPF, que é nosso diretor esportivo e sempre está por perto para nos ajudar”, ressalta o presidente – Antônio Veríssimo da Silva, o Caçula.

Outros nomes devem ser lembrados, pelos trabalhos prestados ao clube do Brás e pelos anos de dedicação dispensados à equipe. Há 16 anos no cargo de Diretor Geral de Esportes, Luís Carlos Mussi, também ex-árbitro da FPF, é sinônimo de afeição e apego ao time. “Conheci o Mussi no extinto Desafio ao Galo, ele estava apitando uma partida e fomos apresentados pelo Fiori”. Desde essa época, Mussi passou a acompanhar o Flor do Brás, faz tabelas, controla o número de cartões dos jogadores, anota as atas das reuniões, faz os ofícios do clube, “é o meu braço direito”, revela Caçula, complementando “ele é uma pessoa que aprendeu a amar o clube”.

A implantação de uma nova política, o Flor do Brás está renovando sua equipe de aspirantes, trabalhando alguns jogadores novos para futuramente levá-los para o seu time principal, este dirigido por Eli, ex-jogador do Corinthians e do Equador.Há três anos no comando, Eli arrebanhou importantes títulos que não saem da cabeça dos seus torcedores e dirigentes. São eles: Campeão da Copa Benflor, organizada pelo Benfica da Vila Maria. Na final, o Flor do Brás venceu a Estrela Vermelha da Vila Nivi por 1 a 0, com gol de Baianinho; Campeão da Copa Amizade, organizada por Milton Montes e Vítor Sapienza e realizada em São Manuel. Campeão Metropolitano Regional da Zona Norte e Vice Campeão Geral. A final ocorreu no Estádio Ícaro de Castro Mello – Ibirapuera e o Flor perdeu do Estrela de São Bernardo por um placar de 2 a 1. “Mas foi uma ótima campanha” elogia Caçula e conclui “Hoje o time caminha bem graças ao Eli, uma pessoa experiente, que conhece futebol e que ama o clube tanto quanto nós”.

Na equipe principal do Flor, um guerreiro se destaca por defender com vontade e determinação suas cores. Trata-se de Mohamed, há 15 anos no gol da equipe do Brás. “Comecei minha carreira muito cedo. O Caçula me viu jogar no Vigor e me convidou para vir para o Flor. Eu tinha 14 anos nessa época. Gosto muito daqui, é uma equipe competitiva e organizada, que tem um presidente que leva o clube pra frente, e além de tudo, formamos uma grande família”, relata o tímido goleiro.

Mohamed, no entanto, afastou-se do time por três anos. Nesse tempo, jogou no Vasco da Vila Galvão, onde foi Vice-Campeão do Super Galo, e no Mella Pé, onde alcançou o primeiro lugar da Copa Vítor Sapienza e o Vice do Super Galo. “Agora conseguimos trazê-lo de volta. O Mohamed faz parte da nossa história e da nossa família. É um filho, e como tal não pode ficar afastado” constata Caçula.

O goleiro sabe que fez falta, “não é qualquer um que fica 15 anos num clube e não é qualquer um que pode jogar no Flor do Brás, porque este é um time competente e respeitado”, e retribui o carinho com dedicação e garra “Não dá para escolher um jogo que tenha me marcado. Eu encaro todos da mesma forma, é só entrar em campo que o coração bate forte. Todos os jogos são muito emocionantes”.

“O Mohamed se referiu à nossa organização. Quem vê a gente jogar acha que somos um time rico, pois todos os jogadores entram em campo alinhados, com as chuteiras iguais. Mas isso, devemos a um grande amigo nosso, Márcio Silva do Carmo, que trabalha na Kelme e nos fornece esse material”, explica o presidente e finaliza “Não somos ricos, vivemos com muita dificuldade, mas sabemos desempenhar nossas funções com alegria e amor. Somos muito unidos e tratamos todos como irmãos”.

Conquistas

Copa Gabriel Ortega, Copa Flamengo da Vila Maria, Copa Casa Verde, Copa Benflor da Vila Maria, Copa Amizade/ Vitor Sapienza, Campeonato Metropolitano/Campeão da Zona Norte, Campeonato Metropolitano Regional da Grande São Paulo/ Vice Campeão.

Vale lembrar que renomados jogadores vestiram, em início de carreira, a camisa do Flor do Brás. São eles: Dema, que jogou na Portuguesa, Santos e na Seleção Brasileira; Mendonça que atuou no Santos; Tide que foi para a Bélgica; Sérgio Santos que defendeu o alvinegro praiano; Binha que jogou na Universidad do Chile; Renus que embarcou para a França; Alex Alves do Juventos; Vantuir que passou pelo Fluminense e por times belgas; Leandro que foi para o Botafogo de Ribeirão Preto; Flávio do União de Araras, além de Denner que despontou na Portuguesa e no Vasco e foi revelado pelo seu futebol de salão.

Referências:
Site do SIMMM

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