CAJU – Clube Atlético Jaguaré

Escudo do Caju

Escudo do Caju

CLUBE ATLÉTICO JAGUARÉ UNIDOS

Fundação: 15 de março de 1965
Endereço : Avenida Presidente Altino x Rua Floresto Bandecchi
Uniforme: Camisa vermelha, preta e branca; calções pretos e meias vermelhas
Campo : C.D.M Jaguaré

História

Anos 60. Um grupo de jovens, moradores do Jaguaré, resolve fundar uma equipe de futebol. Queriam, porém, fazer uma homenagem ao bairro, dando a este time o seu nome. Assim, em 15 de março de 1965, os amigos João Cruz, Eurides Pagnam, Jair Pasini, Rubens Felício, Nardinho e Oduvaldo Pagnam, fundaram o C.A.J.U, Clube Atlético Jaguaré.

A primeira reunião do novo time ocorreu na casa do Rubens, na rua Piratininga, próximo ao campo da Tupy, onde encontra-se hoje a Praça de Esportes do Jaguaré. Nesta época, o C.A.J.U foi o primeiro clube da região a se filiar à Federação Paulista de Futebol.

Em 2014, o especial Várzea F.C, exibido pelo canal a cabo HIstory, mostrou a maior paixão nacional, o futebol, por um ângulo nada glamouroso: a várzea, os famosos campos de terra no qual pessoas comuns fazem qualquer loucura para praticar seu amor pela redonda. É aí que entra o C.A.J.U, um time de várzea bem família no qual os jogadores tem personalidades fortes e estão sempre brincando entre si.

Caju foi o time escolhido no programa Várzea FC, do canal History (Divulgação)

Caju foi o time escolhido no programa Várzea FC, do canal History (Divulgação)

Engana-se porém, quem acredita que o C.A.J.U só jogava partidas de futebol. Disputava também, o Campeonato Paulista de Bocha e Malha. E, dez anos após sua fundação, o então presidente, Renatinho, começou com as categorias de base no clube, contratando para isso, o experiente treinador Gazeta, que já havia atuado nas equipes do S.C. Corinthians, Moinho Água Branca e Atlético de Osasco.

Em 1980, uma mudança transformaria o time do zona oeste. “A gente não tinha um símbolo, então, introduzimos a palavra Unidos no nosso nome, passamos a ser Clube Atlético Jaguaré Unido-CAJU e adotamos o desenho do cajuzinho como nossa marca”, explica Marcos Pasini, o Magal.

Importantes ex-presidentes fazem parte da história do Caju. São eles: João Cruz, seu primeiro comandante; Rubens Felício; Jair Pasini; Renato Zangonel; Sr. Totó; Álvaro Mastrandrea (Ursão); Bernardino Blanco (Paquito) e Victor José Moreira. “São pessoas que merecem a nossa homenagem”, afirma Eurides Pagnam, o Mestrinho, atual presidente.

O Clube

Tanto esforço e dedicação para reaver seu campo valeu a pena. Hoje, muito mais que um campo de futebol oficial, o C.D.M Jaguaré, administrado pelo Caju e pela Escolinha de Futebol Molecaje é uma área de 21 mil m², com seis vestiários, uma quadra sintética oficial de futebol society, campo de areia, arquibancadas para aproximadamente 1.500 pessoas, amplo estacionamento, sede social, sala de troféus, sala de reuniões, lanchonete e salão de festas.

Além do Caju, outras equipes se utilizam desse complexo desportivo. É o caso do Nacional, Comunidade Jaguaré, Colorado, Quatro Irmãos, entre outros, no total, são onze times que pagam uma pequena taxa mensal (dinheiro que é revertido para a realização de benfeitorias do próprio espaço) e podem usufruir do clube.

Em 1994, o Caju deu uma virada na sua história tornando-se uma grande equipe de futebol varzeano. Isto, porém, só foi possível graças a uma parceria com a DAP, empresa de pregos e arames do Sr. Odario Bardega. “O Bardega sempre jogou no time do Caju e quando montou esta empresa, resolveu dar apoio e patrocínio ao clube”, conta Talkinho.

Sua diretoria é constituída por: Mestrinho – Presidente; Bardega – Vice; Magal – Tesoureiro e Secretário, e Talkinho – Diretor de Esportes. “Todos nós trabalhamos juntos, com os mesmos sonhos e objetivos, criando assim, um espírito profissional muito forte”, afirma Magal.

O tricolor do Jaguaré conta hoje com três equipes de futebol (aspirantes, principal e veteranos) totalizando mais de 50 atletas. As categorias de base, são desenvolvidas pela escolinha Molecaje, criada e idealizada por Talkinho. “Na escolinha, filhos de jogadores, moradores do bairro e das favelas da região, dividem o mesmo espaço. Damos um tratamento especial aos que não tem condições de pagar”, orgulha-se.

“A Molecaje surgiu, pois tínhamos um espaço que ficava ocioso durante a semana e muitas crianças sem atividades”, relembra Talkinho, que complementa: “A escolinha é uma extensão do Caju, com diretorias distintas, mas que pensam da mesma forma e tem um único ideal, ou seja, zelar pela área”.

“Trabalhamos com crianças desde os sete até os dezoito anos. Em alguns casos, os jovens são aproveitados na equipe principal, mas esse não é nosso objetivo. O que queremos é formar cidadãos conscientes e participativos na comunidade”, relata.

“É um orgulho para todos nós, saber que a Molecaje é uma ponte para grandes equipes de futebol profissional do Brasil. É muito comum eu encontrar garotos que começaram jogando na escolinha e hoje estão no Corinthians, Palmeiras e outros”, elogia Talkinho. “Inclusive, nossa categoria sub-15, não só disputa campeonatos como chega a resultados muito bons. Tenho muitos garotos em condições de irem para times grandes, seguindo o exemplo do Baianinho que foi para o infantil do Palmeiras e do Tiago e do Bruce que disputam o campeonato paulista infantil pelo Corinthians”.

O Caju tem a honra de saber que grandes craques do futebol já passaram pelo seu time. São eles: Careca, que jogou no São Paulo F.C, Bélgica e Itália; Bardega, quarto-zagueiro que atuou no juniores do Palmeiras; Toninho que foi para a Bélgica; Minguinho que defendeu o Londrina; Nei do Corinthians; Marcelo, do Santo André e Colorado do Paraná; André que está no Coquimbo do Chile; Ditinho, que passou pelo Palmeiras, Santos, São José e Coritiba e o goleiro Gilmar, que atuou no Palmeiras, Bangu, Juventus e atualmente é treinador do Guaratinguetá F.C.

“O Caju é o único time da várzea, que eu conheço, que fez jogos treinos contra a equipe principal do Palmeiras, que tinha em campo, César Sampaio, Viola e outras feras”, orgulha-se Talkinho.

Personalidades

“Eu fazia um trabalho esportivo, envolvendo várias modalidades, no bairro do Jaguaré. Isto gerou uma grande repercussão junto à comunidade. A partir daí, houve um convite do Caju e do Nacional para eu levar esta festa para o campo deles”, lembra José Ferreira, o Talkinho, que ganhou este apelido numa brincadeira de criança.

“Quando eu vim para o Caju é que nós começamos a brigar para legalizar a área. Unimos as forças da comunidade e da paróquia e acabamos aliando esporte e política”.

Foi de Talkinho, também, a idéia de abrir o espaço a outros times. “O clube é muito grande. Aqui, fazemos campeonatos, festivais, festas. Um sabe respeitar o outro, cedendo um pouquinho seu horário para que todos possam usá-lo numa boa.

Recreacionista e professor de Educação Física, Talkinho, há 12 anos faz parte da diretoria do Caju, além de ser o técnico da sua equipe principal. “Não é fácil você ir para um centro de treinamento onde você tem que controlar diferentes cabeças. É preciso ser meio psicólogo”.

Sobre a Escolinha de Futebol Molecaje, o professor fala: “Era um grande sonho que eu tinha desde garoto. Mas tivemos primeiro que conquistar definitivamente a área para depois executar o projeto”. “A Molecaje só é uma realidade porque arrumei parceiros e incentivadores competentes e organizados. É o caso de Odario Mardegan Durães, o Bardega que nos ajuda muito, tanto financeiramente quanto na parte administrativa”.

Bardega é um verdadeiro ídolo para dirigentes, jogadores e torcedores. Graças a ele e a sua empresa, DAP, que patrocina o clube é que o Caju tem conseguido se manter e participa de inúmeras competições.

“Ele nos ajuda com o transporte dos jogadores, fardamentos, enfim, tudo o que precisamos. Na próxima troca de diretoria ele será o indicado à presidência do Caju”, antecipa Magal.

Magal, que na verdade é Marcos Pasini, praticamente nasceu no Caju. “Meu pai, Jair Pasini, foi um dos fundadores. Sou de 1962 e o clube é de 1965. Então, desde que me conheço por gente, faço parte da vida do Caju. Com seis, sete anos, já ía para o campo”. “Já fui treinador, diretor e até roupeiro”, conta. Pasini é, hoje, o responsável por todas as atividades burocráticas da equipe do Jaguaré. “Cuido da documentação dos jogadores, ajudo no time, oriento os atletas, marco os jogos”.

“Magal é pavil curto”, entrega Talkinho. “Mando embora mesmo, os jogadores que querem explorar. Tem cara que chegou ontem e já se sente dono do time”, ralha Magal.

Os diretores não se esquecem de outra personalidade: Eurides Pagnam, o Mestrinho. Atual presidente do clube, é o único fundador que continua na ativa. “Mestrinho acompanha sempre o time e prestigia os jogos mais importantes. Seus dois filhos, Marquinhos e Spock, jogam no Caju”, contam.

Conquistas

Desde a sua fundação, até 1994, o Caju passou por maus bocados no que se refere a títulos. “Não tínhamos dinheiro nem para lavar as camisas. Quanto mais para organizar um time bom e participar de campeonatos”, conta Magal.

Os primeiros jogos disputados pela equipe do Caju eram na maioria amistosos, ou então, festivais de bairros. Assim, apenas em 1972, portanto quando o time completava sete anos de existência, é que foram conquistar o primeiro título importante: A Copa De Paula Esportes.

Em 1976, a vitória na Copa Zona Oeste de Futebol Varzeano veio aliviar o sofrimento dos tricolores do Jaguaré. No ano seguinte, sagram-se campeões da I Copa Rio Pequeno de Futebol e tornam-se vice-campeões Paulistas Amadores do Estado de São Paulo.

“Fomos seis vezes campeões da Copa A.J.E (Associação Jaguarense de Esportes)”, entusiasma-se Magal.

“A partir de 1994, depois que conseguimos um patrocínio, começamos a disputar campeonatos mais importantes. Hoje, temos três equipes boas, em condição de lutar pelas vitórias”, diz Talkinho.

Nesse ano, o Caju é Campeão Juvenil da Associação Paulista de Clubes Dente de Leite. A final, contra a equipe do Nitroquímica, foi realizada em dois jogos. No primeiro, o Caju venceu por 1×0 e no segundo, empatou em 1×1, ficando assim com a taça.

“Nossos times das categorias de base são filiados ao DEFE, na Associação Paulista de Clubes e na Secretaria Municipal de Esportes. Estamos, inclusive, participando de um campeonato municipal”, explica Talkinho.

Em 1995, sua conquista mais importante: Campeão da Copa Penalty. Numa competição que reuniu 256 equipes, com jogadores entre 18 e 21 anos, o time do jaguaré venceu o Taipas F.C, por 4 a 0, e fez festa inédita no futebol amador paulista. O meia do Caju, Viola, foi o destaque, premiado como jogador revelação do torneio.

A final, realizada em dois jogos, mostrou a tranqüilidade e o domínio do Caju, que precisava apenas empatar o segundo jogo para tornar-se campeão, já que havia vencido a primeira partida por 1 a 0 (gol de Rodrigo).

Porém, mais do que vencer, o tricolor queria dar espetáculo. E conseguiu. No último jogo, que contou com a transmissão pela Rede Record para o Brasil inteiro, o Caju abriu o marcador, aos 31 minutos do primeiro tempo, com gol do lateral Rodrigo.

No segundo tempo, aos 32 minutos, Gerson ampliou a vantagem e aos 38 e 45 (o último de pênalti), Viola fechou o placar em 4 a 0.

O time que jogou com: Picovae, Rodrigo, Eduardo, Guru, Luciano, Roberto, Evandro, Marcos, Rincon, Viola, Alfredo, Betinho, Gerson, Marcelo, Jefferson (“Deda”) e Nenê. Comissão técnica: Talkinho, Bardega, Magal e Ditinho, ainda recebeu as premiações como a “artilharia” do campeonato (Jefferson 6 gols), “atleta revelação” (Viola) e “melhor torcida”.

Em 1997, uma boa surpresa para a equipe de futebol society do Caju, quando sagrou-se campeã da Copa Desafio Umbro de Futebol Society.Em 1998, o time do Jaguaré foi vice-campeão do I Desafio Hi Soccer de Futebol Society e terceiro colocado na IV Copa Kaiser/Seme de Futebol Varzeano, onde realizou uma campanha brilhante.

Na disputa pelo terceiro lugar, Richard, seu goleiro, foi o herói, numa tensa decisão por pênaltis. O Caju ficou ainda com o Troféu Fair Play, da Federação Paulista de Futebol, com uma única expulsão em 19 jogos.

Referências:
Site do SIMMM

Deixe seu comentário
LEIA TAMBÉM