Vila Brasil do Tatuapé

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Escudo do Vila Brasil de Tatuapé

C.R. VILA BRASIL TATUAPÉ

Fundação: 1º de dezembro de 1945
Endereço :  Rua Padre Estevão Pernet 1552
Uniforme: Camisa verde, amarelo; calções azul e meias brancas

História

Era dezembro de 1945, véspera de Natal, quando um grupo de amigos, numa brincadeira, resolveu montar um time de futebol ao qual deram o nome de Vila Zilda, por causa de um filme homônimo que estava sendo exibido nos cinemas, nessa época.

Os amigos: Armando, Geraldo (Carneiro), Joaquinzinho, Carnera, João (Barqueiro), Mário Mesquita, Antônio Salvador, João Batista Reis, Afonso, Geraldo Mesquita (Paraná), José Sapo, Januário, Francisco Ruiz e Albano Reis.

Moradores do bairro do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo, esses rapazes queriam curtir a vida, jogar uma pelada, reunir os amigos e vizinhos, tomar uma cervejinha e fazer uma festa. Tudo era motivo para comemoração. Ganhou um amistoso? Vamos fazer feijoada! Ganhou um festival? Que tal um churrasquinho? Em 1947, no entanto, o então Vila Zilda passou a se chamar Clube Recreativo Vila Brasil.

“As pessoas ficavam tirando sarro da nossa cara, dizendo que o nosso time tinha nome de mulher. Cansamos e mudamos para Vila Brasil”, relembra Albano Reis, único fundador que permanece ativo no clube. “O Zilda tinha as cores azul e amarelo. Quando mudamos o nome, passamos a utilizar as cores da bandeira brasileira: verde, amarelo, azul e branco”. Os fatos, a gente e outras histórias do Vila Brasil estão nas páginas deste Site, ilustrando a seção Memórias da Várzea.

Teste

Vila Brasil do Tatuapé levanta troféu depois de partida. Confirmar data e competição (Reprodução / Gazeta Virtual)

 

O clube

Sede própria em área valorizada do Tatuapé. Na rua Padre Estevão Pernet 1552, está localizado o coração do Vila Brasil. Trata-se de um lugar simples: um salão com uma pequena cozinha e dois banheiros. Mas é deles.

“Alugamos, eventualmente, nosso salão para festas, casamentos, aniversários. Assim, conseguimos reverter verba para benefícios no clube”, conta José RobertoTrofino, o Gambinha, vice-presidente do Vila. “Como não temos patrocinador, tudo fica mais difícil. Ainda bem que alguns comerciantes da região colaboram com a gente, é o caso da Joliten, Paschoal Movéis e Utensílios, Supermercado Santo Antônio, Transporte Pesado Tatuapé e VM Mayo Imóveis”, completa.

“Já tivemos campo próprio, na rua Francisco Marengo, onde mandávamos nossos jogos. Porém, o perdemos em 1992, para construção de prédios no local”, lamenta Jailton Fernandes Dantas, o Baianinho, presidente do clube.

“Nós fazemos campeonatos de truco, de sueca, churrascadas, bailes. Enfim, estamos sempre arrumando pretexto para reunir os amigos e trazer a família para cá. Procuramos sempre manter a união e a harmonia”, diz Jailton.

“Todas as sextas-feiras, um grupo da terceira-idade utiliza nosso salão, para isso, nos ajudam a pagar a conta de luz. Aqui, eles fazem bingos, chás beneficentes, aulas de yoga”, afirma Gambinha.

O presidente tem planos para o futuro: “Pretendemos ampliar a sede, construindo uma academia de ginástica e salas para cursos diversos. Dessa forma, atrairemos mais pessoas para o clube”.

“Nosso maior objetivo é arrumar uma pessoa para montar uma escolinha de futebol para crianças. Queremos dar a base para as equipes do futuro do Vila Brasil”.

Quanto aos projetos sociais, Jailton é categórico: “Fazemos alguns eventos beneficentes para ajudar instituições de caridade”. Entre os jogadores que vestiram a camisa verde-amarela estão: Januário (Palmeiras), Nego (Ipiranga), Duran (Juventos), Mário Pichini (Juventos), Roberto Marmorian (Portuguesa), Pedrinho (Nacional) e Luciano (Nacional).

Personalidades

“O Albano é o nosso presidente de honra”, cita Jailton. Albano Teixeira Reis, um senhor de 75 anos, mais que membro de honra da diretoria é um dos fundadores do clube e o único que continua participando ativamente das suas atividades.”Sempre segurei tudo no Vila. Inclusive, este terreno da sede era meu. Foi todo mundo embora só fiquei eu e Deus. Muito tempo depois é que esse pessoal mais jovem, que faz parte hoje da diretoria, chegou”.

“Já fiz de tudo, de faxineiro a presidente. Acompanho sempre que posso os jogos, pois tenho problema nas pernas e às vezes fica difícil ir pro campo. Mas, sou Vila Brasil até morrer. Enquanto tive saúde, segurei o clube. Agora, é com eles. Pus o Jailton no meu lugar porque ele é moço, tem mais condição que eu para dirigir o clube”.

Jailton Fernandes Dantas está na presidência do Vila Brasil há dois anos. “O Claudinho me trouxe para cá há 17 anos. Comecei como jogador, ainda atuo na equipe de veteranos, e hoje sou o presidente”. “O que julgo mais importante no Vila, não são as conquistas de títulos, mas sim a conquista de amigos que fizemos durante todos esses anos”.

O Claudinho a quem ele se refere é Cláudio Malavazzi, diretor geral de esportes do clube. “Joguei no Vila por 18 anos, de 1967 até 1985, depois, além de diretor esportivo passei a ser também o técnico”. “Minhas atividades estão todas relacionadas ao futebol. Escalo o time, arrumo jogadores, marco os jogos”.

José Roberto Trofino, o Gambinha, também faz parte do hall de estrelas do verde-amarelo do Tatuapé. “Como todos, também comecei jogando bola. Entrei no time com 14 anos de idade. Hoje estou com 51. Portanto, são 37 anos de Vila Brasil”.

O diretor social, Júnior Baiano, também tem uma história na equipe. “Jogo na equipe de veteranos, mas não atuo só em campo, participo de eventos, enfim, ajudo em tudo que posso”. “Apesar de estar aqui há apenas dois anos, o que mais me motiva a continuar é o pessoal. Nesse pouco tempo, construímos uma amizade maravilhosa, com muita harmonia e companheirismo. É uma relação de família, onde a união e a ajuda ao outro são os pontos fortes”.

Jogador do time de veteranos, Marcos Stradioto, é o caçula no Vila Brasil. “Estou aqui há três meses”. “Já era amigo do Jailton, foi ele quem me convidou para vir pra cá. Eu aceitei, pois o clima aqui é muito bom, a turma é maravilhosa e as nossas disputas são sempre uma farra. Reunimos o pessoal depois do jogo para comer um churrasco, tomar uma cerveja, jogar baralho e bater papo”.

“Tem duas pessoas, dois dos fundadores, que não podem ser esquecidas: o Geraldo “Paraná”, que já foi presidente e até hoje nos ajuda, e o falecido Sr. Antônio Salvador, que sempre teve muito amor ao clube”, homenageia Jailton.

Conquistas

O C.R. Vila Brasil é um clube que ainda está lutando para alcançar grandes títulos na várzea paulistana. “Ficamos durante 40 anos só jogando no nosso campo, festivais, amistosos, torneios e copas de bairro. Depois que o perdemos, em 1992, é que o time começou a ganhar mais nome, ficar mais conhecido, porque começamos a disputar campeonatos maiores, como a Copa Kaiser e Vitor Sapienza, e a jogar em campos adversários”, explica Albano Reis.

Dos festivais mais importantes, disputados no seu campo, o Vila não esquece quando ficaram 117 partidas invictos, perdendo sua invencibilidade para o Guarani da Casa Verde por 1 a 0. Depois disso, ficaram mais 64 partidas sem derrotas, que foi quebrada pelo Santos da Vila Carioca, num placar de 2 a 1.

“Ganhamos o Troféu Pescador, em Santos, em 1960”, relata Jailton. “Das vitórias mais antigas, tem também o 3º lugar no campeonato Laudo Natel de 1968. Perdemos a semifinal para o Parque da Móoca por 1 a 0”.

O time foi vice-campeão da chave de domingo, da Copa Geavi, ao perder para o Botafogo do Jaçanã. Na sequência, na disputa de 3º e 4º lugar, venceram o Nações Unidas por 2 a 0 e conseguiram subir ao pódio. “Isso já faz uns sete anos”, diz Jailton duvidoso.

Na Copa Moacir Arruda, o Vila Brasil ganhou dois jogos. Um contra o Turino, por 1 a 0 e o outro contra o Atlético Carrão por 2 a 1. No ano passado, foram vice-campeões da Copa Flor da Vila Formosa ao perder a final para o Noroeste da Vila Formosa pelo placar de 1 a 0.

A equipe do Tatuapé, venceu ainda, o Festival Canarinho de São Mateus de 1996 ao derrotar o Inajar de Souza, e o Festival Benfica de 1997.

O Vila disputou esse ano a V Copa Kaiser de Futebol Amador ficando em 47º lugar, entre 160 equipes participantes e disputará, em setembro, a Copa Vitor Sapienza. “Uma conquista para nós foi ter sido o primeiro time a inaugurar o campo do Jardim Suspenso (atual Parque Antártica)”, conclui o presidente.

Referências:
Site do SIMMM

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