
Escudo do Nove de Julho da Casa Verde.
Fundação: 9 de julho de 1954
Sede: Rua Doutor Sebastião de Lima, 352, Casa Verde, zona norte de São Paulo
Uniforme: Camisa, calção e meias vermelhas com detalhes em preto e branco.
O Nove de Julho foi fundado em 9 de julho de 1954 e é um time de várzea do bairro Casa Verde Alta, zona norte de São Paulo. Conhecido como Pitbull, o Nove é um dos times mais fortes do futebol amador paulistano desde 2010, chegando em diversas finais e conquistando títulos importantes como Copa Bozzano e a última versão da Copa Kaiser, em 2014, ao vencer o então campeão Leões da Geolância da Vila Medeiros por 4 a 3 nos pênaltis – partida terminou em 1 a 1 no tempo normal.
A antiga sede do time ficava no Bar do Viola, já falecido. Ainda existem no local algumas referências à agremiação, como o escudo do time. Já a atual sede foi construída em um terreno particular, e nela são guardados alguns instrumentos da bateria da torcida, além de servir de ponto de encontro.

Sede antiga do time (foto: Diego Viñas | VárzeaPédia)
Em pesquisa ao Centro de Referência do Futebol Brasileiro, pelo Museu do Futebol, o jornalista e historiador Diego Viñas, do VárzeaPédia, descobriu que existem duas versões quanto à origem do nome do Nove de Julho: a primeira se refere a um grupo de amigos que frequentava um bar do bairro e que resolveu criar o time para jogar no feriado mais próximo, que seria o do dia 9 de julho; já a segunda diz respeito a uma provável homenagem ao aniversário de Sueli, filha do criador e ex-presidente do time, Severino Pereira da Silva, conhecido como Pernambuco. Sua filha, aliás, é ex-esposa de Mala, ex-presidente do Nove.

Imagem do Pitbull na parede da sede atual do Nove, na Zona Norte de SP (foto: Diego Viñas | VárzeaPédia)
Pernambuco cortou contato com Mala quando se separou de sua mulher e foi para um asilo. Segundo Mala, ele já é falecido. Outras pessoas que participaram da fundação do Nove de Julho foram: Seu Virgílio, Seu Isidoro Suíta (a sede do time chegou a ser na casa dele), Arlindo, João Brico e Salvador Rúbio (que mora em uma rua em frente à atual sede do time).
De acordo com Teixeira (integrante mais antigo da agremiação), as cores e o distintivo do time foram escolhidos porque Pernambuco, o fundador, era torcedor fanático do Santa Cruz Futebol Clube, de Recife. Com efeito, o escudo do Nove de Julho é semelhante ao do time pernambucano, incluindo as cores vermelha, preta e branca.

Nove de Julho campeão da Copa Boleiros, em 2015. no estádio do Juventus, na Javari, Zona Leste de São Paulo. (foto: Diego Viñas | VárzeaPédia)
Atualmente o escudo carrega sete estrelas, sendo seis amarelas e uma vermelha em tamanho maior sobre as demais. As seis amarelas representam os títulos da XVIII Copa Vitor Sapienza 2004, Troféu Femsa de melhor torcida, Copa Jaú, X Copa Geavi 2004, Copa Noroeste e Copa Sete de Setembro. A estrela vermelha destaca o título dos Jogos da Cidade. Atualmente, a estrela vermelha representa o título da Copa Kaiser.

Detalhe da camisa da torcida (foto: Diego Viñas|VárzeaPédia)
O ex-presidente do time, José Carlos Pilla, diz já ter sido jogador, diretor e até roupeiro do Nove de Julho. Nascido na Casa Verde, tem um comércio de rolamentos e está há três anos no comando máximo do time, sem previsão de renovação do seu mandato. Conforme já adiantado, seu apelido é Mala e lhe foi dado porque o seu pai costumava chamar os amigos da rua e todos os conhecidos do bairro de malandro. “Era uma forma sem maldade de chamar as pessoas. ‘Ô, malandro’”, explicou. Daí surgiu o apelido de Mala. Segundo ele, o Nove de Julho é filiado à Federação Paulista de Futebol (FPF) como time amador e, por isso, está credenciado para atuar pela Copa Kaiser, Jogos da Cidade e no Campeonato Amador da FPF.
Ao se referir a outras agremiações da região, Mala citou o Vasco da Gama da Casa Verde, time fundado em 16 de agosto de 1945. Ele conta que seu pai, Camino Pilla, jogava pelo Nove de Julho, mas era “doente” (fanático) pelo Vasco, cujo atual presidente responde pelo nome de Terri. Segundo ele, o jogador daquele tempo (décadas de 1960 e 1970) pagava para jogar. Quem não pagava, não jogava. Mala mostrou ainda sua carteirinha, datada de 1973, de sócio do Vasco da Gama da Casa Verde. Um detalhe é que a mesma se trata da matrícula de número 001, no valor de 20 cruzeiros (moeda da época – Cr$ 20,00). Mala lembrou que Serginho Chulapa também atuou pelo Vasco, onde era chamado de “Esquerdinha”.
O interlocutor disse que o time Nove de Julho era um daqueles que só disputava amistosos e festivais. As partidas eram jogadas no antigo campo do Cinco de Janeiro, onde o Nove de Julho tinha um horário para treinar. Somente depois da mudança da mentalidade da diretoria, que passou a montar equipes mais preparadas tecnicamente para disputar competições mais difíceis, que o time venceu os Jogos da Cidade, com a final disputada no Estádio do Pacaembu. Além disso, o Nove de Julho também já venceu a Copa Sapienza.
Eduardo Bruno, o Dudu, foi treinador do Nove de Julho. Em 2005, ele tentou atuar em times profissionais, mas sem sucesso. Jogou pelo Nove de Julho e disputou a Copa Kaiser e o Campeonato Metropolitano. Dudu lembrou-se da final dos Jogos da Cidade, já como treinador, quando o Nove de Julho venceu o Vila Nova por 3 a 1. No entanto, o time começou a ter decepções ao longo de ótimas campanhas: chegou duas vezes nas semifinais da extinta Copa Cartolas (em 2010 e 2011), quando sonhava em ser bicampeão. Em 2011, a final da Copa Cartolas deveria acontecer no Clube da Comunidade (CDC) Nacional do Bom Retiro e foi remarcada para a Zona Leste. Boa parte do time não sabia dessa alteração, chegando apenas no segundo tempo do jogo.

Sede atual do Nove de Julho, na Rua Doutor Sebastião de Lima. (foto: Diego Viñas| VárzeaPédia)
Na sede há uma imagem de Nossa Senhora Aparecida: “é a padroeira de todos nós. Ela nos protege, para que os jogadores não se machuquem em campo. Ela sabe que temos que trabalhar na segunda-feira”, contou Dudu. O Nove de Julho tem uma forte torcida. O time tinha ainda um bloco que saía do Bar do Viola rumo às ruas do bairro. Atualmente, a imagem de um pit bull foi adotada pelos torcedores. Desde 2000, a raça de cachorro conhecida pela sua fibra, representa o mascote do time. Em dia de jogo a torcida ocupa de dois a três ônibus. Já nas partidas finais, há uma reunião de 200 a 300 pessoas.
Para garantir a festa, os integrantes da bateria da torcida ensaiam durante a semana com a garotada. Eles também usam fogos e fumaça nas arquibancadas para incentivar o time. No segundo andar da sede, em um espaço coberto havia algumas bandeiras que traziam o símbolo de um cachorro pitbull.
Fonte: CRFB | Museu do Futebol
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